Pairou sobre minha consciência a imagem de um modelo humano brasileiro que contém em si as virtudes historicamente possíveis para alguém nascido e criado no que os antigos chamavam de Novo Mundo. Joaquim Nabuco, Machado de Assis, Dom Pedro II, Bonifácio de Andrada, Barão do Rio Branco, etc, colocaram em minha cabeça que o espírito brasileiro, no seu melhor, pode refletir a grandeza. Para muitos, colocar "grande homem" e "brasileiro" como características de uma pessoa é algo impossível. A história nos mostra o contrário. Se Machado nos diz que a história é uma eterna loureira, digo que esta loureira é a medium da verdade velada do Brasil. Ela se despe e nos mostra através do que já fomos, o que podemos ser, a jóia guardada na potência, a linha que se abre.

A herança do Brasil para os seus filhos é da multiversidade. Nabuco disse certa vez: “O sentimento em nós é brasileiro, a imaginação européia”. Temos a capacidade de ter múltiplos mundos, de ser ricamente multifacetados, e assim unificar-se. Nossa identidade é do universalismo, profunda e elevada. A benção desta terra estende-se do pélago até o céu. Não conseguem ver?